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Flávio: ‘Nosso 1º dever será arrumar a casa e ver o buraco que Lula enfiou o Brasil’

Flávio: ‘Nosso 1º dever será arrumar a casa e ver o buraco que Lula enfiou o Brasil’

Brasil Estado | 08/10/2026 às 16:15 | há 6 dias | 5 min de leitura

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que uma de suas primeiras prioridades, caso seja eleito, será avaliar “o tamanho do buraco em que o Lula enfiou o nosso Brasil”.

“O primeiro dever de casa que a gente vai ter que fazer é arrumar a própria casa”, disse nesta quinta-feira, 8. “Já comecei a conversar com muitas pessoas. Já começam a chegar as demandas. Vamos trabalhar em conjunto, mas me deixa arrumar a casa.”

A declaração ocorreu durante um encontro em Brasília com governadores eleitos, reeleitos e aliados de diferentes regiões do país, reunidos para formalizar apoio à candidatura do senador no segundo turno, marcado para 25 de outubro. 

https://www.youtube.com/watch?v=VphuO2h2QnY

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Flávio prometeu estabelecer uma parceria com os Estados, respeitar as diferenças regionais e aproveitar experiências bem-sucedidas das administrações estaduais em um eventual governo federal.

O encontro reuniu representantes de diferentes partidos e regiões, em uma demonstração de articulação política para a etapa decisiva da eleição presidencial. A campanha apresentou o grupo como uma frente de governadores favoráveis à mudança de governo e destacou que os participantes representam, em conjunto, mais de 38 milhões de votos recebidos nas disputas estaduais.

Entre os presentes estavam: 

  • Luciano Zucco (RS);
  • Jorginho Mello (SC);
  • Sérgio Moro (PR);
  • Tarcísio de Freitas (SP);
  • Cleitinho Azevedo (MG);
  • Otaviano Pivetta (MT);
  • Eduardo Riedel (MS);
  • Daniel Vilela (GO);
  • Dr. Daniel (PA);
  • Marco Rogério (RO);
  • Wanderlei Barbosa (TO); e
  • Arthur Henrique (RR). 
https://www.youtube.com/watch?v=33PQ8plqiUU

A presença de governadores de diferentes regiões foi apresentada pela campanha como um sinal de ampliação das alianças em torno de Flávio. Douglas Ruas (PL), que pode ser eleito governador do Rio de Janeiro com a desistência de Garotinho (Republicanos), também esteve presente.

“Quero agradecer esse momento, que é uma demonstração de como pretendo governar, com o time”, declarou Flávio. “Olhando para cada Estado, reconhecendo as suas diferenças, as suas necessidades e ajudando na medida do possível.”

A articulação com os governadores integra a estratégia de Flávio para ampliar sua base eleitoral depois de terminar o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. 

Experiências dos Estados

Ao detalhar a relação que pretende construir com os governadores, Flávio disse que vai buscar iniciativas já adotadas nas administrações estaduais para formular políticas públicas nacionais.

“Vou ajudar os cidadãos de cada Estado, independentemente da coligação partidária de quem for o governador”, afirmou. “Vou me inspirar muito para trazer as boas práticas de cada um de vocês, como governadores, para o Brasil. O eleitor brasileiro quer mudança.”

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Entre os exemplos mencionados estão o Smart Sampa, programa de monitoramento por câmeras utilizado pela Prefeitura de São Paulo, e iniciativas de trabalho de presos em parceria com empresas em Santa Catarina.

Tarcísio fala em ‘sentimento de mudança’

Ao lado de Flávio, Tarcísio (à esquerda) faz campanha no interior de SP| Foto: Reprodução/X

Reeleito governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) apresentou o encontro como uma demonstração da força política reunida em torno de Flávio. Para o chefe do Executivo paulista, o resultado das eleições estaduais e o desempenho do candidato do PL no primeiro turno expressam uma demanda por mudanças na condução do país.

“Um grande movimento de governadores, a maioria das unidades da Federação representadas e uma parcela significativa da população brasileira, entregou a vitória a Flávio Bolsonaro”, ressaltou. “A vitória do primeiro turno tem o sentimento de mudança.”

Tarcísio criticou a situação econômica do país e atribuiu ao governo Lula a dificuldade financeira enfrentada por parte da população. O governador mencionou o endividamento das famílias e o comprometimento da renda com empréstimos e juros bancários.

“Temos um movimento muito forte de pessoas que aprenderam a gritar a Deus, porque o Brasil é um país cristão; família, porque o Brasil é um país conservador e a família é a base da sociedade; pátria, porque as pessoas aprenderam a ser patriotas; e verde e amarelo, porque as pessoas estão clamando por liberdade, que foi algo subtraído nesses últimos anos”, declarou.

Cleitinho reforça campanha em Minas

Outro apoio destacado no encontro foi o do governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Apesar de divergências com o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), Cleitinho reafirmou sua adesão à candidatura de Flávio.

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Cleitinho disse que o desentendimento com Marinho não altera sua posição na eleição presidencial e anunciou uma mobilização com prefeitos e lideranças municipais para ampliar a votação do candidato do PL. A estratégia inclui agendas no Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas e na Zona da Mata.

“O presidente Lula está mirando Minas Gerais para tentar reverter o voto”, avaliou. “Eu acredito que o Flávio também está. Todos estão. Quem ganha em Minas, ganha no Brasil. E a gente vai ganhar.”

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