O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL) pediram votos para Deltan Dallagnol (Novo) na véspera do 1º turno das eleições, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferir o registro do ex-procurador para o Senado. Neste sábado, 3, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou a anulação dos votos destinados à chapa.
Deltan continua aparecendo na urna eletrônica porque a decisão ocorreu quando o sistema de votação já estava preparado para o pleito. O ex-procurador também anunciou que pretende recorrer e tentar reverter a decisão.
Aliados mantêm pedido de voto
Durante uma transmissão nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que seus eleitores no Paraná deveriam votar nele para presidente e escolher Deltan, número 300, e Filipe Barros (PL), número 222, para as duas vagas ao Senado Federal.
Moro adotou a mesma orientação. O candidato ao governo do Paraná publicou uma mensagem nas redes sociais em defesa do voto em Deltan e também indicou Filipe Barros para a outra vaga em disputa.
Nossa posição é voto no Deltan 300 e no Filipe Barros 222 para as duas vagas do Senado no Paraná, nada mudou. https://t.co/NW5mfqLo1F
— Sergio Moro (@SF_Moro) October 4, 2026
Filipe Barros também criticou a decisão e afirmou que a equipe jurídica de Deltan buscava reverter o entendimento do TSE.
Deltan declarou que considera a decisão injusta e pediu que os eleitores mantenham o voto em sua candidatura.
TSE mudou decisão do TRE-PR
O ministro Floriano de Azevedo Marques reformou uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a candidatura de Deltan. Para o ministro, o ex-procurador já estava alcançado por uma causa de inelegibilidade reconhecida pelo próprio TSE em 2023.
Naquele julgamento, o TSE cassou o registro da candidatura de Deltan à Câmara dos Deputados. A Corte entendeu que ele havia deixado o Ministério Público Federal enquanto enfrentava procedimentos que poderiam resultar em processos disciplinares.
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Na decisão de sábado, Floriano Marques considerou que não houve fato novo capaz de alterar esse entendimento. O ministro também determinou a anulação dos votos atribuídos à chapa de Deltan.
A decisão ainda pode ser analisada pelo plenário do TSE. Como explicou a própria Justiça Eleitoral, candidaturas com registro indeferido e recurso pendente podem permanecer na urna. Nesse caso, os votos ficam anulados sub judice e podem ser validados caso a decisão seja revertida.
No Paraná, os eleitores escolhem dois senadores neste 1º turno. A situação definitiva dos votos de Deltan dependerá do julgamento dos recursos apresentados à Justiça Eleitoral.
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