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Fim da escala 6×1 terá impacto bilionário nos municípios, estima CNM

Fim da escala 6×1 terá impacto bilionário nos municípios, estima CNM

Brasil Estado | 15/10/2026 às 17:30 | há 1 hora | 2 min de leitura

O fim da escala de trabalho 6x1 poderá gerar um custo adicional de R$ 6,6 bilhões por ano às prefeituras brasileiras, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira, 15, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

O cálculo considera a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Senado na quarta-feira 14, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

Do impacto previsto, R$ 5,14 bilhões correspondem aos custos com trabalhadores terceirizados e R$ 1,49 bilhão às despesas com servidores contratados diretamente pelas prefeituras.

“Os municípios já enfrentam orçamentos no limite e não têm recursos para custear essa medida. Sem uma previsão orçamentária devida, muitos serviços podem ser afetados, prejudicando a população”, afirmou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

O levantamento ouviu gestores de 2,1 mil municípios, dos quais 75% afirmaram contratar serviços terceirizados. A entidade estima um impacto médio anual de R$ 447 mil para cidades pequenas, R$ 2,2 milhões para médias e R$ 28,8 milhões para grandes municípios.

As prefeituras brasileiras empregam mais de 1 milhão de trabalhadores terceirizados, principalmente em serviços de limpeza urbana, conservação, manutenção de prédios e segurança.

Segundo a CNM, a redução da jornada poderá exigir novas contratações para manter os serviços. Os custos adicionais seriam repassados pelas empresas terceirizadas às administrações municipais.

Senado aprova fim da escala 6x1

Plenário do Senado Federal durante sessão de análise da PEC do Fim da Escala 6x1 | Foto: Ton Molina/Agência Senado

A PEC foi aprovada por 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos de votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra a proposta.

O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e implementação gradual da jornada de 40 horas. A carga horária cairá inicialmente para 42 horas, dois meses depois da promulgação, e chegará a 40 horas depois de um ano.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que poderá promulgar a emenda na próxima semana, antes do segundo turno da eleição presidencial.

A medida é uma das bandeiras da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que comemorou a aprovação e classificou a mudança como uma conquista histórica dos trabalhadores.

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