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Fiesp pressiona Senado contra avanço da PEC do fim da escala 6×1

Fiesp pressiona Senado contra avanço da PEC do fim da escala 6×1

Brasil Estado | 14/08/2026 às 18:15 | há 2 meses | 3 min de leitura

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, divulgou uma nota na qual afirmou intensificar a articulação com senadores para alertá-los dos riscos de uma tramitação acelerada da PEC do Fim da Escala 6x1. A movimentação ocorreu depois de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinar o encaminhamento da matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A federação argumentou que uma mudança dessa dimensão exige discussão técnica e aprofundada e não deveria avançar durante o esforço concentrado do Congresso às vésperas das eleições. Para a Fiesp, levar uma definição sobre escalas de trabalho diretamente para o texto constitucional também representaria uma “anomalia sem paralelo no mundo”.

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Os presidentes da República e do Senado, Lula da Silva e Davi Alcolumbre | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Skaf afirmou que as regras devem levar em consideração as diferenças entre os setores da economia e preservar o espaço das negociações coletivas para a definição de jornadas adequadas a cada atividade. 

“A realidade do comércio é diferente da saúde, que é diferente da indústria, que é diferente do agronegócio”, disse. “Este é um assunto que deve ser discutido setorialmente. Ninguém é contra você ter esse debate, mas não pode ser dentro do calor de um ano eleitoral, em que as motivações normalmente são outras.”

https://www.youtube.com/watch?v=mIhok5gfsAo

Fiesp defende negociação por setor

O principal argumento da Fiesp é que uma regra constitucional uniforme poderia desconsiderar diferenças relevantes entre atividades econômicas. A entidade sustentou que setores como indústria, comércio, agronegócio e saúde possuem necessidades operacionais distintas e, por isso, a organização das jornadas deveria ser discutida também por meio das negociações coletivas.

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A federação sinalizou que não se opõe à discussão sobre mudanças na jornada de trabalho, mas que é preciso um debate amplo para a aprovação da PEC no Congresso Nacional. A posição da entidade é de que a análise ocorra de forma setorial e distante das pressões próprias do período eleitoral.

“Ninguém é contra você ter esse debate, mas não pode ser dentro do calor de um ano eleitoral, em que as motivações normalmente são outras”, resaltou Skaf.

https://www.youtube.com/watch?v=EcvFToXOBoE

Alcolumbre destrava PEC depois de encontro com Lula

A reação ocorre no mesmo dia em que Alcolumbre anunciou o encaminhamento da PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, às comissões competentes do Senado. A matéria estava entre as prioridades discutidas pelo senador com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião realizada na quarta-feira, 12.

Além da proposta sobre a jornada de trabalho, Alcolumbre decidiu dar andamento à PEC 18/2025, da Segurança Pública, e ao PL 2780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. 

Ao anunciar a medida, o presidente do Senado afirmou que os textos são de “alta complexidade” e seguirão o rito ordinário e regimental, com análise pelas comissões antes de eventual apreciação em plenário.

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