Os parentes do ativista conservador Charlie Kirk ficaram frente a frente com o acusado do crime, Tyler Robinson, pela primeira vez. O confronto ocorreu nesta segunda-feira, 6, no primeiro dia de audiências preliminares em um tribunal no Estado de Utah. A viúva Erika Kirk e os pais do influenciador, Rob e Kathy Kirk, acompanharam os trabalhos na primeira fileira da sessão jurídica.
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A família da vítima deixou o plenário duas vezes antes de os promotores exibirem as imagens explícitas do atentado. As gravações traziam o áudio original do momento em que o projétil atingiu o pescoço do palestrante. Enquanto o juiz Tony Graf Jr. se encolheu na cadeira com o barulho do disparo do sniper, o réu de 23 anos permaneceu completamente imóvel e não esboçou qualquer emoção.
Policial encontrou marcas de sniper em teto de universidade
O policial Christopher Bagley abriu os depoimentos e relembrou o cenário do crime, ocorrido em 10 de setembro de 2025, durante um evento da organização Turning Point USA na Utah Valley University. O agente correu para o telhado do Centro Losee logo depois de identificar o som de um tiro de fuzil. O local oferecia uma visão limpa e direta para o palco onde Charlie Kirk discursava.
A equipe de peritos encontrou marcas de pressão no cascalho do teto que imitavam o formato de uma esteira de atirador de elite, além de uma chave de fenda jogada no chão. As câmeras de segurança do campus também flagraram o suspeito no topo do prédio. O relatório da autópsia introduzido pelo agente David Hull confirmou que o influenciador político morreu por causa de um único tiro de arma de fogo no pescoço.
Réu corre risco de receber pena de morte na Justiça americana
O processo ganhou o apoio de lideranças da direita americana, como Donald Trump Jr. e sua esposa Bettina, que sentaram junto aos Kirk. Os promotores pretendem exibir nos próximos dias o depoimento gravado de Lance Twiggs, ex-companheiro do acusado. Os papéis da investigação apontam que o réu enviou uma confissão detalhada por escrito para o antigo parceiro logo que cometeu o crime.
A advogada de defesa, Kathy Nester, tentou desqualificar o relatório policial ao apontar a ausência da direção do tiro no documento do dia do ataque. A defensora também barrou a exibição de vídeos editados da universidade por falta de autenticação original. Tyler Robinson ainda não apresentou a sua defesa formal, mas pode enfrentar a pena de morte caso receba a condenação por homicídio qualificado.
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