Os Estados Unidos montaram uma operação sigilosa para transportar petróleo pelo Estreito de Ormuz, de acordo com informações do site Axios. Dois oficiais americanos confirmaram que a Marinha criou um corredor marítimo no canal sul da via navegável, próximo à costa de Omã. A operação já dura algumas semanas e tem movimentado de 15 a 20 navios-tanque por noite.
Cerca de 10 milhões de barris de petróleo são escoados diariamente pelo corredor, volume equivalente à metade do que era transportado antes do início da guerra, em fevereiro. A iniciativa, coordenada pelo Comando Central dos EUA, conseguiu atenuar os efeitos da interrupção do fornecimento, que haviam elevado os preços da commodity.
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A operação vai além da escolta de navios carregados de petróleo. Os EUA também auxiliam embarcações vazias a entrar no Golfo Pérsico pelo Mar Arábico, atravessar o Estreito, carregar petróleo em países da região e, então, sair da zona de conflito.
A ação só foi possível depois de uma campanha militar de duas semanas do Comando Central dos EUA, que danificou os sistemas de radar e vigilância marítima do Irã. Com a capacidade de monitoramento reduzida, os iranianos perderam visibilidade sobre o tráfego no canal sul. "A Guarda Revolucionária Islâmica pode ser um incômodo, mas eles não controlam o Estreito. Nós controlamos", afirmou um dos oficiais americanos.
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A Força Aérea dos EUA mobilizou caças para proteger a operação contra mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Apesar dos ataques, os americanos afirmam ter conseguido conter a maioria das investidas. No início da semana, por exemplo, abateram oito drones e dois mísseis.
O presidente Donald Trump comentou o sucesso da operação em entrevista à Axios nesta quarta-feira, 19. "Há uma quantidade enorme de petróleo saindo do Estreito de Ormuz", afirmou.
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Trump também descartou a possibilidade de negociações com Teerã neste momento. "Eles estão perdendo tempo. É uma perda de tempo negociar com eles." Sobre a capacidade militar iraniana, ele disse que o país "ainda tem algum poder de luta, mas, no geral, é uma casca do que já foi".
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