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Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte firmam pacto que ameaça fragmentar o Reino Unido

Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte firmam pacto que ameaça fragmentar o Reino Unido

Brasil Estado | 14/09/2026 às 20:00 | há 1 mês | 2 min de leitura

Os líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte assinaram nesta segunda-feira, 14, um pacto que ameaça levar à fragmentação do Reino Unido. Os primeiros-ministros das três regiões semiautônomas pediram ao primeiro-ministro Andy Burnham que prepare o governo para uma mudança constitucional. Segundo eles, o futuro dos três territórios está na União Europeia.

"Para as pessoas que assistem a tudo isso nestas ilhas e ao redor do mundo, não poderia haver sinal mais claro de que o tempo de Westminster está chegando ao fim", afirmaram no memorando de entendimento, em referência ao Parlamento britânico.

https://twitter.com/JohnSwinney/status/2099460494314648019

O porta-voz de Burnham minimizou a ameaça. Segundo Tom Wells, o primeiro-ministro acredita firmemente na união e está mais focado em reduzir o custo de vida do que em debater mudanças constitucionais.

"O Reino Unido é melhor quando as pessoas se unem em torno de nossos valores compartilhados e da resolução de problemas, em vez da divisão", disse Wells.

https://twitter.com/JohnSwinney/status/2099521441448275998

Nicola McEwen, diretora do Centro de Políticas Públicas da Universidade de Glasgow, afirmou que a cúpula tem importância simbólica, mas não tem efeito legal.

"Não vejo a ameaça à união sendo maior hoje do que era ontem", afirmou.

Contexto histórico

No fim dos anos 1990, o Reino Unido aprovou leis que descentralizaram o governo por meio do processo de devolução, dando a cada país, exceto a Inglaterra, algum nível de autonomia política e autogoverno por meio de seus próprios parlamentos.

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As tensões com o governo central em Londres, no entanto, permaneceram. O governo britânico manteve o controle sobre questões nacionais e sobre assuntos relativos à Inglaterra.

Referendos

John Swinney, da Escócia, e Michelle O'Neill, da Irlanda do Norte, defenderam a realização de referendos sobre independência em seus territórios. Rhun ap Iorwerth, do País de Gales, não apresentou cronograma para uma consulta popular.

A Escócia tentou se separar em 2014, mas os eleitores rejeitaram a proposta por 55% a 45%. Segundo McEwen, o apoio à independência escocesa cresceu depois do Brexit.

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O Acordo da Sexta-Feira Santa de 1998, que encerrou três décadas de violência sectária na Irlanda do Norte, exige uma votação sobre a reunificação se as pesquisas indicarem que ela seria aprovada. O governo britânico afirma que esse patamar não foi atingido.

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