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Empresa ligada a apostas pagou R$ 67,7 milhões a Willer Tomaz em 2024

Empresa ligada a apostas pagou R$ 67,7 milhões a Willer Tomaz em 2024

Brasil Estado | 01/10/2026 às 13:30 | há 1 semana | 2 min de leitura

A Empresa Brasileira de Sistemas de Computação (Embrasis) distribuiu R$ 67,7 milhões em lucros ao advogado Willer Tomaz em 2024. Principal fonte de renda dele naquele ano, a companhia controla a Capital Pretium, dona da RioPag. A empresa intermediava pagamentos entre apostadores e casas de apostas no Rio de Janeiro.

A gestão de Cláudio Castro (PL) garantiu o monopólio da RioPag, mas rompeu o contrato neste mês, depois de a empresa desaparecer com R$ 20 milhões da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj).

Em julho, Tomaz afirmou ter apenas participação indireta em um fundo acionário da RioPag e receber dividendos irrisórios. Ele não respondeu sobre a divergência entre a declaração e os valores recebidos.

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Em 2025, porém, o advogado perdeu R$ 163 milhões em apostas na Blaze. O prejuízo superou a renda bruta de R$ 120,1 milhões que declarou à Receita Federal naquele ano. As informações foram divulgadas pelo portal ICL.

Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A RioPag conquistou o monopólio depois de a comissão de licitação desclassificar a Idea Maker por apresentar índices com duas casas decimais, em vez de três.

A Loterj alterou o edital para permitir que as casas de apostas licenciadas no Estado atuassem nacionalmente. O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a regra no início de 2025. O modelo movimentou bilhões de reais e gerou faturamento mensal superior a R$ 30 milhões para a RioPag.

Apostas e disputa com a Blaze

Tomaz movimentou R$ 10 bilhões em apostas na Blaze em 2025. O volume acumulado chegou a R$ 13 bilhões até junho de 2026. Em processo judicial, a plataforma informou prejuízo de R$ 144 milhões no período. O advogado pede ressarcimento e alega diagnóstico de ludopatia.

Mensagens anexadas ao processo mostram negociações para descumprir exigências da legislação federal. A Blaze sugeriu pagamentos com criptomoedas, e Tomaz aceitou os testes. Depois de reclamações, a plataforma o dispensou do reconhecimento facial para depósitos e saques.

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A Embrasis vende tecnologia de reconhecimento facial para jogos on-line e tem sede no escritório de Tomaz. Ele usava intermediação financeira como pessoa física na Blaze e recebia lucros da RioPag como beneficiário final do contrato estadual.

Em nota, a defesa de Tomaz informa que ele não comentará as informações. Além disso, afirma que protocolou "representação criminal perante o Ministério Público Federal contra os jornalistas responsáveis e para apuração da origem e do acesso aos documentos sigilosos."

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