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Em manifesto, Lula adota tom alarmista sobre o clima e vê ameaça na IA

Em manifesto, Lula adota tom alarmista sobre o clima e vê ameaça na IA

Brasil Estado | 20/09/2026 às 22:00 | há 3 semanas | 2 min de leitura

O presidente Lula assinou um manifesto em defesa do multilateralismo publicado neste domingo, 20, no jornal britânico Financial Times.

O texto anuncia a criação de uma iniciativa internacional para promover a cooperação entre países e reformar instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU).

Além de Lula, assinam o manifesto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o presidente do Quênia, William Ruto, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

Os quatro líderes apresentam a iniciativa Parceiros pelo Multilateralismo (P4M), às vésperas da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

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No documento, os signatários afirmam que a emergência climática “ultrapassa até mesmo as previsões mais alarmantes”. Já a inteligência artificial (IA), segundo os líderes, “avança mais rápido do que nossa capacidade de controlá-la”.

O manifesto assinado por Lula ainda fala em "soberania". Segundo o texto, “a soberania é fortalecida, não diminuída, quando os países trabalham juntos para enfrentar desafios compartilhados”. Eles também sustentam que os interesses nacionais costumam ser mais bem atendidos por meio de ações coletivas.

O manifesto ainda cita o risco de pandemias, crises financeiras e conflitos armados. Segundo os líderes, nenhum país consegue enfrentar esses desafios sozinho.

Por isso, defendem a ampliação da cooperação internacional.

Sede da Organização Geral das Nações Unidas (ONU) | Foto: Alan Santos/PR

Lula anuncia criação da iniciativa Parceiros pelo Multilateralismo

A iniciativa P4M pretende reunir países de diferentes regiões e tradições políticas para promover reformas na ONU e em outras instituições multilaterais. Entre os objetivos estão melhorar a governança econômica global e desenvolver abordagens comuns para temas como IA, mudanças climáticas e segurança sanitária.

Os líderes afirmam que não pretendem criar um novo bloco exclusivo nem outra burocracia internacional. Segundo o manifesto, o objetivo é fortalecer o sistema multilateral existente, com base em princípios como igualdade soberana, integridade territorial, direitos humanos e liberdades fundamentais.

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