O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu, nesta quinta-feira, 8, à ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota à imprensa, o ex-parlamentar classificou a medida como “arbitrária, inoportuna e inócua” e afirmou que a decisão contribui para aumentar a tensão política no país em pleno processo eleitoral.
Eduardo também demonstrou confiança na vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Na avaliação do ex-parlamentar, o resultado das urnas permitirá restabelecer a normalidade institucional no Brasil.
“Mesmo depois do claro recado de basta dado pelas urnas, Alexandre de Moraes mais uma vez tumultua o país com uma decisão arbitrária, inoportuna e inócua”, afirmou Eduardo.
+ Leia mais notícias exclusivas na coluna No Ponto
O ex-deputado, que vive nos Estados Unidos, afirmou que a determinação não terá efeitos práticos em território norte-americano. Segundo ele, as autoridades daquele país já demonstraram resistência ao cumprimento de ordens judiciais brasileiras dessa natureza.
Eduardo também questionou o momento escolhido para a determinação. Em sua avaliação, a medida contribui para ampliar a polarização política justamente quando os brasileiros se preparam para decidir a eleição presidencial.
“O único efeito prático desse ato, tomado deliberadamente no meio do processo eleitoral, é acirrar ainda mais, e sem nenhuma necessidade, os ânimos do país”, declarou.
Ao encerrar a manifestação, Eduardo vinculou a expectativa de mudança no cenário político à eleição de Flávio e à nova composição do Congresso Nacional, definida no primeiro turno.
“Felizmente, no próximo dia 25, o povo brasileiro dará o seu recado final elegendo Flávio Bolsonaro, que, com o novo Congresso, vai restaurar a normalidade no Brasil”, concluiu.
A decisão de Moraes contra Eduardo Bolsonaro
A manifestação ocorreu em resposta à determinação de Moraes para o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, imposta a Eduardo pelo crime de coação no curso do processo.
O ministro do STF também determinou a expedição de mandado de prisão, o cancelamento dos passaportes brasileiros do ex-deputado e a suspensão de seus direitos políticos durante o cumprimento da pena.
A decisão ocorreu depois do trânsito em julgado da condenação, registrado em 3 de outubro. A 1ª Turma do STF considerou que Eduardo atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras por meio da articulação de sanções contra integrantes do Judiciário.
Eduardo contesta as acusações e sustenta que sua atuação política no exterior é legítima. Com residência nos EUA, o ex-parlamentar permanece fora do alcance imediato do mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira.
Leia também: "Judiciário a serviço de Lula", reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 343 da Revista Oeste
O post Eduardo reage a Moraes e aposta em vitória de Flávio para ‘restaurar a normalidade’ apareceu primeiro em Revista Oeste.