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Eduardo Bolsonaro diz que STF pode contestar eventual vitória de Flávio em 2026

Eduardo Bolsonaro diz que STF pode contestar eventual vitória de Flávio em 2026

Brasil Estado | 18/09/2026 às 10:15 | há 3 semanas | 3 min de leitura

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 17, em Washington, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam contestar uma eventual vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na eleição presidencial de 2026.

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A declaração ocorreu durante uma agenda nos Estados Unidos ao lado do comentarista Paulo Figueiredo. Os dois afirmaram que mantêm conversas com integrantes do governo de Donald Trump e defendem a retomada de sanções contra integrantes da Suprema Corte brasileira.

Eduardo citou os conflitos recentes entre ministros do Tribunal durante o julgamento envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo ele, manifestações feitas por integrantes poderiam servir de base para uma narrativa destinada a questionar o resultado das urnas.


O ex-deputado afirmou que, caso o STF não reconhecesse uma eventual vitória de Flávio, os Estados Unidos poderiam adotar sanções individuais contra integrantes da Corte. A possibilidade foi apresentada por Eduardo como uma hipótese, e não como uma decisão anunciada pelo governo norte-americano.

Eduardo elogia exigência dos EUA

Vista panorâmica da Praça dos Três Poderes; o Congresso Nacional aparece ao centro; à esquerda está o Palácio do Planalto; já a sede do STF surge à direita da imagem | Foto: Reprodução/https:/villelastay.com.br

Na mesma agenda, Eduardo comentou a existência de um documento apresentado pelo governo Trump ao Brasil durante as negociações realizadas em 2025, depois da imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros.

O documento teria 21 exigências. Entre elas estava a defesa da participação de “dissidentes políticos” nas eleições presidenciais de 2026. O texto também mencionava a necessidade de eleições livres e justas.


Eduardo disse ter ficado satisfeito com a exigência. Para ele, uma democracia deve permitir a participação de dissidentes.

Questionado sobre quem seriam essas pessoas, Paulo Figueiredo afirmou que ele e Eduardo se enquadrariam nessa definição. Os dois vivem nos Estados Unidos e dizem atuar no exterior por causa de conflitos com autoridades brasileiras.

Leia mais: "A hora de Fachin", reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 339 da Revista Oeste

O governo brasileiro, porém, rejeitou a caracterização. Segundo relatos sobre as negociações, o chanceler Mauro Vieira considerou os termos inaceitáveis. Lula também afirmou nesta quinta-feira que o documento foi descartado e chamou a proposta de “arquivo morto”.

Eduardo e Figueiredo também afirmaram que pretendem discutir com autoridades norte-americanas novas medidas contra ministros do STF. Entre os nomes citados estão Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. A agenda ocorre em meio ao agravamento das divergências dentro da Corte sobre o caso envolvendo Moraes, Mendonça e o Banco Master.

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