O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 17, em Washington, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam contestar uma eventual vitória de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na eleição presidencial de 2026.
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A declaração ocorreu durante uma agenda nos Estados Unidos ao lado do comentarista Paulo Figueiredo. Os dois afirmaram que mantêm conversas com integrantes do governo de Donald Trump e defendem a retomada de sanções contra integrantes da Suprema Corte brasileira.
Eduardo citou os conflitos recentes entre ministros do Tribunal durante o julgamento envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo ele, manifestações feitas por integrantes poderiam servir de base para uma narrativa destinada a questionar o resultado das urnas.
5) 🚨 MORAES PREPARA GOLPE?
-Moraes pode estar preparando narrativa para anular eleição brasileira. Veja!
*Com @pfigueiredo08
**Completo em👇https://t.co/bDya8x6jMb pic.twitter.com/rtbftFq2CS— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 17, 2026
O ex-deputado afirmou que, caso o STF não reconhecesse uma eventual vitória de Flávio, os Estados Unidos poderiam adotar sanções individuais contra integrantes da Corte. A possibilidade foi apresentada por Eduardo como uma hipótese, e não como uma decisão anunciada pelo governo norte-americano.
Eduardo elogia exigência dos EUA
Na mesma agenda, Eduardo comentou a existência de um documento apresentado pelo governo Trump ao Brasil durante as negociações realizadas em 2025, depois da imposição de uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros.
O documento teria 21 exigências. Entre elas estava a defesa da participação de “dissidentes políticos” nas eleições presidenciais de 2026. O texto também mencionava a necessidade de eleições livres e justas.
10) COLETIVA NO DEPARTAMENTO DE ESTADO
-Nos rascunhos da negociação entre Brasil e EUA os americanos falaram no direito de “dissidentes” poderem participar das eleições. O senhor se vê como um dissidente?
*Com @pfigueiredo08
**Completo em👇https://t.co/bDya8x6jMb pic.twitter.com/vYUQqRLXRj— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 17, 2026
Eduardo disse ter ficado satisfeito com a exigência. Para ele, uma democracia deve permitir a participação de dissidentes.
Questionado sobre quem seriam essas pessoas, Paulo Figueiredo afirmou que ele e Eduardo se enquadrariam nessa definição. Os dois vivem nos Estados Unidos e dizem atuar no exterior por causa de conflitos com autoridades brasileiras.
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O governo brasileiro, porém, rejeitou a caracterização. Segundo relatos sobre as negociações, o chanceler Mauro Vieira considerou os termos inaceitáveis. Lula também afirmou nesta quinta-feira que o documento foi descartado e chamou a proposta de “arquivo morto”.
Eduardo e Figueiredo também afirmaram que pretendem discutir com autoridades norte-americanas novas medidas contra ministros do STF. Entre os nomes citados estão Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino. A agenda ocorre em meio ao agravamento das divergências dentro da Corte sobre o caso envolvendo Moraes, Mendonça e o Banco Master.
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