Um drone russo atingiu nesta segunda-feira, 14, um trem próximo a Yahodyn, no oeste da Ucrânia, a cerca de 2 quilômetros da fronteira com a Polônia. O ataque atingiu uma locomotiva, mas não deixou mortos ou feridos. Pouco antes, o ex-premiê britânico Boris Johnson e autoridades europeias de segurança haviam passado pelo mesmo trecho em outro trem.
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O ex-chefe da CIA David Petraeus também estava na região. A empresa ferroviária ucraniana levantou a possibilidade de o ataque ter como alvo a composição que transportava a delegação.
A empresa ferroviária estatal ucraniana Ukrzaliznytsia afirmou que o trem com a delegação havia deixado a estação antes do previsto. Segundo a companhia, a mudança ocorreu diante das ameaças constantes de ataques russos.
Autoridades avaliam possível alvo
A Rússia confirmou ter atingido uma estrutura ferroviária no oeste da Ucrânia. A Ukrzaliznytsia, porém, levantou a possibilidade de o alvo ter sido o trem que transportava integrantes da delegação diplomática.
O ex-chefe da CIA David Petraeus estava em outro trem na estação de Yahodyn no momento do ataque. Ele classificou o episódio como assustador e acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de tentar aterrorizar civis ucranianos.
Frontera de Ucrania con Polonia. Un dron ruso impacta contra la locomotora de un tres de pasajeros. En el sentido opuesto regresaba a Kiev otro en el que viajaban Boris Johnson, el principal asesor de seguridad de Merz, de Reino Unido, Francia e Italia. Ya lo advirtió Medvedev https://t.co/p0VOJyDHsn pic.twitter.com/WC0vZSPdzl
— Sandro Pozzi (@sandro_pozzi) September 13, 2026
O ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt também estava em um trem que seguia para a Polônia. Segundo ele, os passageiros receberam orientação para se preparar para uma possível evacuação. Depois de alguns minutos, as autoridades liberaram a viagem, e a composição chegou com segurança à estação de fronteira em Dorohusk.
Não há confirmação de que Bildt estivesse no mesmo trem que Johnson.
Depois do ataque, Johnson afirmou que não entendia a lógica de uma ofensiva contra uma locomotiva parada na fronteira polonesa. Ele também defendeu o envio de mais sistemas de defesa aérea à Ucrânia.
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O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, classificou o episódio como mais um ataque contra o país e pediu novas sanções contra Moscou.
Na Polônia, o primeiro-ministro Donald Tusk convocou uma reunião de emergência. Ele afirmou que a escalada russa está se aproximando cada vez mais da fronteira polonesa.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também condenou o ataque. Para ela, os países europeus devem demonstrar apoio à Ucrânia e não agir por medo da Rússia.
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