A proporção entre a dívida bruta do Brasil e o Produto Interno Bruto (PIB) voltou ao patamar do início da pandemia, ao ultrapassar os 80% em março, de acordo com o Banco Central. O indicador chegou a 80,1% — seu maior nível desde julho de 2021, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 30.
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Entre dezembro do ano passado e março deste ano, a dívida teve alta de 1,4 ponto porcentual. Ao considerar todo o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o avanço acumulado foi de 8,7 pontos.
O recorde histórico ocorreu em outubro de 2020, com 87,7% do PIB. A taca teve influência de medidas emergenciais para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia de covid-19.
Déficit primário, impacto dos juros e aumento da dívida
No auge da crise sanitária, o setor público consolidado apresentou déficit primário de R$ 661,8 bilhões em 12 meses até outubro de 2020. À época, a Taxa Selic estava em 2% ao ano.
Já em março deste ano, o déficit anualizado somou R$ 137,1 bilhões, mas o aumento dos juros elevou os custos da dívida, que alcançaram R$ 1,08 trilhão.
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A Dívida Bruta do Governo Geral engloba União, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Estados e municípios. Ela totalizou R$ 10,4 trilhões em março. No mês, a relação dívida-PIB subiu 0,9 ponto, impulsionada por gastos com juros nominais (0,9 p.p.), emissões líquidas (0,4 p.p.), desvalorização cambial (0,1 p.p.) e retração do PIB nominal (-0,5 p.p.).
Segundo o Banco Central, o aumento de 1,4 ponto porcentual no ano tem base principalmente nos juros nominais (2,4 p.p.), emissões líquidas (0,4 p.p.), queda do PIB nominal (-1,2 p.p.) e valorização cambial (-0,2 p.p.).
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Fonte: Revista Oeste · Por Lucas Cheiddi