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Desmatamento global desacelera em 2025 puxado por queda na América Latina

Desmatamento global desacelera em 2025 puxado por queda na América Latina

Brasil Estado | 15/10/2026 às 21:30 | há 1 hora | 3 min de leitura

Sete milhões de hectares de floresta – área equivalente ao tamanho da Irlanda – foram perdidos devido ao desmatamento em 2025. Apesar de expressivo, o número representa uma queda de 15% em relação à área florestal desmatada em 2024. Uma redução puxada principalmente pela América Latina, mais precisamente por Brasil e Colômbia.

É o que mostra o relatório “Forest Declaration Assessment 2026”, lançado na 3ª feira (13/10). O documento destaca que a redução do desmatamento no ano passado foi o maior declínio anual desde o período de referência de 2018–2020. No entanto, o mundo continua longe de alcançar a meta de deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030.

A zona tropical da América Latina e do Caribe concentrou a maior parte da perda florestal no ano passado, com 2,54 milhões de hectares desmatados, uma área similar à de Alagoas. Apesar disso, foi também onde houve a maior queda em relação a 2024, com uma redução de 28%, destaca a Folha.

O relatório atribui parte desse bom desempenho latino-americano e caribenho ao fortalecimento de políticas ambientais em países como Brasil e Colômbia, informa a Agenda do Poder. No Brasil, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, incentivou a proteção das florestas e aumentou os recursos destinados à fiscalização ambiental. Como resultado, o desmatamento na Amazônia brasileira caiu, no último ano, para o menor nível em uma década.

Ainda segundo o documento, a Colômbia, então sob o comando do esquerdista Gustavo Petro, também contribuiu para registrar seu quarto ano consecutivo de queda no desmatamento em 2025. O país reduziu o corte de árvores associado à pecuária em departamentos como Meta, Caquetá e Guaviare.

Contudo, os pesquisadores alertam que é preciso dar continuidade às medidas de proteção e fiscalização na região. Por isso, temem que a queda do desmatamento na América Latina possa se reverter com os novos líderes de extrema direita do Peru, Keiko Fujimori, e da Colômbia, Abelardo de la Espriella. Além da possibilidade de Flávio Bolsonaro ganhar a presidência brasileira e repetir a política devastadora de seu pai, Jair Bolsonaro.

Mas ainda há outros alertas. Se a América Latina e o Caribe fizeram seu dever de casa, a situação é diferente na Bacia do Congo, na África, que abriga a segunda maior floresta tropical do planeta, atrás apenas da Amazônia. Lá, a perda em 2025 atingiu 2,4 milhões de hectares, aproximando-se, pela primeira vez, do nível de desmatamento amazônico, destaca o RFI. “Perder uma área florestal desse tamanho todos os anos é um desastre”, disse Samuel Nguiffo, advogado e fundador do Centro para o Meio Ambiente e Desenvolvimento em Camarões.

Diante desse cenário, o mundo ainda está distante da meta de eliminar o desmatamento até 2030, compromisso assumido em 2021 por mais de 140 líderes na COP26, em Glasgow. Para alcançar esse compromisso, o desmatamento atualmente precisaria estar na casa de 4 milhões de hectares — 41% a menos do que o índice atual, destaca o relatório.

Os autores do estudo alertam ainda que o “Super El Niño” pode intensificar os riscos de seca e de propagação de incêndios em florestas tropicais. Uma situação já observada na Indonésia e também na Amazônia brasileira.

O estudo foi repercutido também por El País, Bloomberg, Business Green, Tribuna do Sertão e JB.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/10/15/desmatamento-global-desacelera-em-2025-puxado-por-queda-na-america-latina/

Fonte: climainfo.org · Por Célia Mello

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