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Deputado baiano é condenado a mais de 36 anos por posse ilegal de armas

Deputado baiano é condenado a mais de 36 anos por posse ilegal de armas

Brasil Estado | 10/07/2026 às 21:15 | há 3 meses | 2 min de leitura

A Justiça da Bahia condenou o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida (Avante-BA), conhecido como Binho Galinha, a 36 anos e 9 meses de prisão por posse irregular de armas e munições de uso permitido e restrito, além de armamentos com numeração adulterada. A decisão também considerou que o parlamentar permitiu o acesso de um adolescente a uma arma de fogo.

A sentença foi proferida na quinta-feira, 9. Do total da pena, 10 anos e 6 meses correspondem aos crimes envolvendo armas de uso permitido, enquanto outros 26 anos e 3 meses referem-se à posse de armamentos e munições de uso restrito.

Deputado estadual Binho Galinha (Avante-BA) | Foto: Juliana Andrade/Agência ALBA

Binho Galinha está preso preventivamente desde outubro de 2025. Mesmo detido, ele continua no exercício do mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e deve disputar a reeleição em outubro.

Processo reúne armas apreendidas em imóveis ligados ao deputado

A condenação é um dos desdobramentos da Operação El Patrón, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia em dezembro de 2023. Em outra frente de investigação, as autoridades apuram a suspeita de que o parlamentar chefia uma milícia com atuação na região de Feira de Santana.

O processo julgado nesta semana, contudo, trata exclusivamente das armas e munições apreendidas durante buscas realizadas em imóveis vinculados ao deputado.

Na sentença, a juíza Márcia Simões Costa concluiu que Binho Galinha armazenava um arsenal em diferentes endereços, em desacordo com as regras aplicáveis aos colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) e em locais distintos dos informados ao Exército.

https://www.youtube.com/watch?v=dt_RV-wOcsg

Entre os materiais apreendidos estavam um fuzil, uma pistola, revólveres e espingardas. A investigação também identificou armas com numeração suprimida ou adulterada, uma espingarda de fabricação artesanal e um revólver com registro de furto.

A magistrada também condenou o deputado por permitir que o filho, então menor de idade, tivesse acesso a uma arma de fogo. A conclusão teve como base mensagens extraídas do celular do parlamentar nas quais, segundo a decisão, ele orienta o adolescente a buscar um revólver.

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