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Depois de reunião com Trump, Lula diz que não tem “vocação belicista”
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Depois de reunião com Trump, Lula diz que não tem “vocação belicista”

Brasil Estado | 07/05/2026 às 20:15 | há 5 meses | 3 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (7.mai.2026), depois de uma reunião com (Partido Republicano) na Casa Branca, que não tem “vocação belicista” e que acredita mais no diálogo do que na guerra. No cenário doméstico, no entanto, o petista tem discutido a ampliação dos investimentos em Defesa.

A declaração veio em resposta a jornalistas que perguntaram se Lula havia mudado sua opinião sobre Trump, a quem já chamou de belicista no passado. O presidente respondeu: “O Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião de três horas comigo (…) Eu não tenho vocação belicista. A minha vocação é de diálogo, é acreditar no poder da narrativa, acreditar no poder do convencimento.”

Lula criticou a invasão do Irã, e disse acreditar que o conflito vai “causar mais prejuízo do que Trump está imaginando“. O petista disse ainda ser totalmente contra as guerras em Gaza, no Líbano e na Ucrânia. “Todo mundo sabe como começa uma guerra. Como termina, ninguém sabe.”

O petista disse que está disposto a discutir com Trump a situação de Cuba, da Venezuela, do Irã e mais “sobre o que ele quiser”.

O presidente voltou a cobrar uma reforma do Conselho de Segurança da ONU e propôs que os cinco membros permanentes –EUA, China, Rússia, França e Reino Unido– convoquem uma reunião conjunta para discutir os conflitos em curso.

Segundo ele, já ligou para Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para apresentar essa proposta. Na Casa Branca, repetiu o apelo a Trump. “Espero que ele tenha ouvido”, disse.

Lula também entregou ao presidente norte-americano uma cópia do acordo firmado em 2010 entre Brasil e Turquia sobre o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o documento é “muito melhor” do que os acordos negociados posteriormente pelas potências ocidentais e prova que a paciência e a capacidade de persuasão resolvem o que a força não resolve. Trump disse que leria o documento à noite.

Durante encontro com o presidente da África do Sul no Planalto, em março, Lula alertou que “se a gente não se preparar na questão da defesa, qualquer dia alguém invade a gente” — e afirmou que países do chamado “Sul Global” desenvolvem sua própria indústria bélica. “Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas. Podemos produzir nós mesmos”, disse o presidente. 

“O Sul Global não é uma região geográfica, mas um conceito geopolítico. Refere-se ao que no passado era citado como ‘Terceiro Mundo’, ‘países em desenvolvimento’ ou ‘emergentes’. Em geral, o termo é usado por países cujos governos se agrupam em oposição a parte das políticas dos Estados Unidos e da Europa Ocidental”.

Em novembro de 2025, Lula sancionou a Lei Complementar 221, que retira R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal até 2031 para ações de reaparelhamento das Forças Armadas.

Lula também avalia incluir a ampliação dos investimentos em defesa no programa de governo voltado à reeleição, em uma estratégia focada no fortalecimento da soberania brasileira diante das tensões geopolíticas globais.

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Este conteúdo é originalmente de poder 360. Para a reportagem completa com todos os detalhes, acesse:
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Fonte: poder 360 · Por Poder360 ·

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