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Depois de infarto, advogado de Dr. Jairinho decide retornar ao júri do caso Henry Borel

Depois de infarto, advogado de Dr. Jairinho decide retornar ao júri do caso Henry Borel

Brasil Estado | 27/05/2026 às 16:20 | há 4 meses | 3 min de leitura

O advogado Fabiano Tadeu Lopes, que chefia a equipe de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, deve retornar nesta quinta-feira, 28, ao plenário do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O jurista sofreu um infarto há quatro dias, mas assinou um termo de autoalta hospitalar para reassumir os trabalhos sob supervisão médica. A informação é da Agência Brasil.

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No início da semana, a defesa usou a situação clínica do advogado para tentar suspender a sessão. Na última segunda-feira, 25, os defensores informaram o estado de Lopes à juíza Elizabeth Machado Louro, presidente do julgamento. O profissional estava internado com apenas 30% da capacidade cardiorrespiratória.

Tentativa de adiamento e início dos debates

Com o principal advogado hospitalizado, Dr. Jairinho destituiu o restante dos defensores para tentar forçar o adiamento das sessões. O réu alegou que apenas Lopes estava inteiramente preparado para defendê-lo perante o júri.


A magistrada classificou o movimento como uma manobra protelatória. Contudo, ela aceitou conceder um novo prazo desde que o réu fosse transferido de imediato para a penitenciária de segurança máxima Bangu 1, conhecida pelo rigor disciplinar. Diante da contraproposta da juíza, Jairinho recuou da estratégia, constituiu novamente seus advogados e permitiu o início do julgamento.

Depoimentos apontam "farsa ensaiada"

O processo que apura as responsabilidades pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021, alcançou o terceiro dia nesta quarta-feira, 27. O início dos trabalhos na data foi postergado das 9h para as 11h em razão da extensão dos depoimentos da véspera, que avançaram até as 2h da madrugada.

Leia mais: “Monique Medeiros sabia de agressões contra Henry Borel, afirma delegado”

Nesta terça-feira, 26, o tribunal ouviu os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Medeiros, responsáveis pelas investigações originais do homicídio. Em seu pronunciamento, Damasceno rechaçou a versão apresentada pelos réus de que a criança teria morrido depois de cair da cama, classificando a narrativa como uma "farsa ensaiada". O policial ressaltou que mensagens recuperadas no celular da babá, Thayná de Oliveira Ferreira, confirmaram que a mãe, Monique Medeiros, tinha plena ciência das agressões sofridas pelo filho.

Estrutura do julgamento e acusações no caso Henry Borel

Embora tenham compartilhado a mesma banca jurídica no início do caso, Jairinho e Monique contam hoje com equipes independentes de advocacia. O veredito do caso será decidido por um conselho de sentença composto de sete jurados, que avaliam as declarações de 27 testemunhas arroladas no processo.

Leia mais: “Caso Henry Borel: julgamento no Rio começa 5 anos depois do crime”

Dr. Jairinho responde por seis crimes, incluindo homicídio qualificado por meio cruel e três acusações de tortura contra vulnerável, além de fraude processual e coação. Monique Medeiros responde por sete delitos, entre os quais constam o homicídio por omissão qualificado e a omissão de socorro.


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Fonte: Revista Oeste · Por Vanessa Araujo

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