A defesa da empresária Karina Gama, produtora do filme Dark Horse, considerou positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o sigilo da investigação sobre o filme. O inquérito apura movimentações financeiras de Karina por meio do Instituto Conhecer Brasil (IBC) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), no âmbito de um contrato para a instalação de internet Wi-Fi gratuita em comunidades periféricas.
O advogado Ricardo Sayeg afirmou em nota à imprensa que a investigação é legítima, mas não representa uma acusação ou condenação.
“Investigar é legítimo”, afirma o advogado. “Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal.”
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Segundo a defesa, mais de 20 mil páginas de documentos já foram apresentadas às autoridades.
Produtora de Dark Horse é alvo de investigação da PF
Na quinta-feira 10, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação que apura supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Entre os alvos estavam empresas ligadas a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, em São Paulo. Também foram cumpridos mandados no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.
Segundo a investigação, há indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. O deputado federal e candidato à reeleição Mário Frias (PL) também é alvo da investigação.
Suspeita de fraude em contrato da Prefeitura
Karina também é investigada por suspeita de fraude em uma licitação da Prefeitura de São Paulo. Em junho, a empresária, dona da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, foi alvo da Operação Wi-Fi Livre. A investigação apura se parte da produção do longa-metragem foi financiada com recursos de um contrato público firmado entre uma organização não governamental e a Prefeitura de São Paulo.
As autoridades investigam possíveis irregularidades em um termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecer Brasil para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da capital.
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De acordo com as investigações, foram identificadas falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação. A defesa de Karina sustenta que a investigação deve seguir o devido processo legal e afirma já ter apresentado documentação às autoridades.
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