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Defesa de produtora de 'Dark Horse' diz ver com bons olhos fim do sigilo em investigação

Defesa de produtora de 'Dark Horse' diz ver com bons olhos fim do sigilo em investigação

Brasil Estado | 13/09/2026 às 19:00 | há 1 mês | 3 min de leitura

A defesa da empresária Karina Gama, produtora do filme Dark Horse, considerou positiva a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de suspender o sigilo da investigação sobre o filme. O inquérito apura movimentações financeiras de Karina por meio do Instituto Conhecer Brasil (IBC) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), no âmbito de um contrato para a instalação de internet Wi-Fi gratuita em comunidades periféricas. 

O advogado Ricardo Sayeg afirmou em nota à imprensa que a investigação é legítima, mas não representa uma acusação ou condenação.

“Investigar é legítimo”, afirma o advogado. “Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal.”

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Segundo a defesa, mais de 20 mil páginas de documentos já foram apresentadas às autoridades.

Produtora de Dark Horse é alvo de investigação da PF

Na quinta-feira 10, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação que apura supostos desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

https://www.youtube.com/watch?v=XLp34c2F9gk

Entre os alvos estavam empresas ligadas a Karina, como o Instituto Conhecer Brasil e a Academia Nacional de Cultura, em São Paulo. Também foram cumpridos mandados no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal.

Segundo a investigação, há indícios de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo teria direcionado parte dos recursos recebidos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. O deputado federal e candidato à reeleição Mário Frias (PL) também é alvo da investigação.

Suspeita de fraude em contrato da Prefeitura

Karina também é investigada por suspeita de fraude em uma licitação da Prefeitura de São Paulo. Em junho, a empresária, dona da produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, foi alvo da Operação Wi-Fi Livre. A investigação apura se parte da produção do longa-metragem foi financiada com recursos de um contrato público firmado entre uma organização não governamental e a Prefeitura de São Paulo.

As autoridades investigam possíveis irregularidades em um termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecer Brasil para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da capital.

Leia mais: "Michelle e Flávio", artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 328 da Revista Oeste

De acordo com as investigações, foram identificadas falhas consideradas graves e indícios de conduta ilegal desde a origem da contratação. A defesa de Karina sustenta que a investigação deve seguir o devido processo legal e afirma já ter apresentado documentação às autoridades.

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