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Defesa de Jairinho recorre contra quebra de sigilo de celular apreendido em presídio

Defesa de Jairinho recorre contra quebra de sigilo de celular apreendido em presídio

Brasil Estado | 06/07/2026 às 23:00 | há 3 meses | 2 min de leitura

A defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, recorreu da decisão que autorizou a quebra do sigilo do celular apreendido na cela onde ele cumpre pena no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Condenado a 43 anos de prisão pela morte do enteado Henry Borel, Jairinho teve o aparelho encontrado durante uma vistoria realizada pela Secretaria de Polícia Penal. Segundo a corporação, o celular estava escondido entre livros na cela. A inspeção ocorreu com base em informações levantadas pela Corregedoria.

Segundo a jovem, Jairinho dava socos em sua barriga, apertava seus braços e chegou a afundá-la em uma piscina | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Na semana passada, a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento do caso Henry Borel, autorizou a Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público do Rio de Janeiro a analisar o conteúdo do aparelho.

Ministério Público quer apurar possível interferência

O pedido de quebra de sigilo partiu do promotor Fábio Vieira dos Santos. Segundo o Ministério Público, a análise das mensagens e das ligações pode indicar se Jairinho tentou influenciar testemunhas ou interferir em investigações e processos mesmo durante o período em que está preso.

Os advogados do ex-vereador, porém, sustentam que a medida não tem relação com a ação penal que resultou na condenação pela morte de Henry Borel.

https://www.youtube.com/watch?v=C0AyX58JNpA

A defesa também afirma que eventual investigação sobre o celular deveria tramitar na Vara de Execuções Penais, responsável por fiscalizar o cumprimento da pena, e não no juízo que conduziu o Tribunal do Júri.

Outro argumento apresentado é que a quebra integral do sigilo do aparelho ocorreu sem a indicação de conversas, contatos ou fatos específicos que justificassem a medida. Para os advogados, a decisão configura uma investigação genérica, conhecida no meio jurídico como "pescaria probatória".

A defesa ainda questiona o órgão responsável pela perícia e defende que a análise do celular seja realizada pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, e não pelo Ministério Público.

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