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CPTM vê motivação política em greve e anuncia operação especial

CPTM vê motivação política em greve e anuncia operação especial

Brasil Estado | 04/08/2026 às 16:45 | há 2 meses | 2 min de leitura

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) criticou a greve aprovada pelos ferroviários para nesta segunda-feira, 3, e afirmou que a paralisação tem motivação política. Em nota divulgada depois da assembleia do sindicato, a empresa informou que adota uma operação especial para reduzir os impactos aos passageiros e garantir parte da circulação dos trens.

A greve ocorre em meio ao processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A CPTM afirmou que o movimento prejudica milhões de usuários que dependem do transporte ferroviário para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.

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A empresa também contestou as críticas feitas pelo sindicato e afirmou que mantém diálogo com os trabalhadores, além de cumprir os acordos firmados com a categoria. A CPTM declarou que continuará adotando medidas para preservar a qualidade e a segurança da operação.

CPTM prepara esquema emergencial

Para minimizar os efeitos da paralisação, a companhia mantém equipes de contingência e reorganizará a operação nas linhas afetadas. A CPTM também orientou os passageiros a acompanhar os canais oficiais antes de iniciar o deslocamento e, sempre que possível, utilizar rotas alternativas.

A CPTM informou ainda que acionou o Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% do contingente dos trabalhadores nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Caso a decisão não seja cumprida, o sindicato poderá ser multado em R$ 400 mil por dia.

A empresa afirmou que vai divulgar atualizações em tempo real sobre a circulação dos trens durante a greve.

Sindicato contra privatização

O Sindicato dos Trabalhadores em empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil aprovou a paralisação em assembleia. A categoria protesta contra a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada e cobra garantias para os empregados durante a transição.

A paralisação ocorre depois de um incêndio em um vagão de linha privatizada registrado no último mês. Na ocasião, o governo de São Paulo determinou que a operação das linhas voltasse temporariamente para a CPTM por 90 dias. Não há prazo definido para o encerramento da greve.



O governo de São Paulo afirma que a concessão ampliará os investimentos, reduzirá o intervalo entre os trens e melhorará a qualidade do serviço prestado aos usuários. A administração estadual também afirma que os direitos dos trabalhadores serão preservados durante o processo de transferência da operação.

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