Os principais clubes de futebol do Rio de Janeiro e de São Paulo avaliam não enviar representantes à reunião marcada pelo governo federal para esta terça-feira, 29, para discutir os impactos da proibição das plataformas de apostas esportivas, as bets. O encontro terá representantes dos ministérios do Esporte, Planejamento, Fazenda e da Casa Civil, mas não contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A reunião foi articulada pelo governo em resposta à reação dos clubes à medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas no país. As equipes argumentam que a decisão pode provocar perdas expressivas de receitas, sobretudo por causa dos contratos de patrocínio firmados com empresas do setor.
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A tendência é que os oito principais clubes do eixo Rio-São Paulo não participem do encontro, segundo informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. Entre eles estão Flamengo e Corinthians, que estimam impactos financeiros superiores a R$ 400 milhões e de R$ 500 milhões, respectivamente.
Outros times consideram não ir à reunião sobre bets
Além dos clubes cariocas e paulistas, o Cruzeiro também sinalizou que pode não enviar representantes. Outros times ainda avaliam a participação, o que pode reduzir significativamente o número de dirigentes presentes na reunião.
Nos bastidores, uma das avaliações feitas pelos clubes é que o encontro pode ser utilizado politicamente pelo governo federal, que promove a reunião a menos de uma semana das eleições. A ausência de Lula também é apontada como um fator de insatisfação entre as equipes.
Caso não haja mudança de última hora, a reunião deverá contar com participação reduzida dos clubes. A expectativa de esvaziamento ocorre justamente em um momento de pressão das equipes contra a medida que afeta uma das principais fontes recentes de receitas do futebol brasileiro.
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