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Cleitinho critica Marinho, mas sai em apoio a Flávio: ‘Vamos intensificar em MG’

Cleitinho critica Marinho, mas sai em apoio a Flávio: ‘Vamos intensificar em MG’

Brasil Estado | 08/10/2026 às 12:30 | há 6 dias | 5 min de leitura

O governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), confirmou nesta quinta-feira, 8, seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, apesar das divergências com o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN). 

Cleitinho afirmou que o parlamentar “nunca quis” apoiá-lo na disputa pelo governo mineiro e o manteve distante do palanque do presidenciável. O desentendimento, contudo, não alterou seu posicionamento na corrida ao Planalto. 

“Eu sempre falei que ia apoiar o Flávio, então nunca houve dúvida”, ressaltou. “Isso é coisa de pessoas maldosas, que colocam isso aí durante o percurso. Tanto que estou aqui hoje para oficializar.”

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O governador eleito explicou que o distanciamento durante o primeiro turno ocorreu porque o PL havia lançado uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais. Segundo ele, a existência de um adversário apoiado pela legenda não o impediu de trabalhar pela candidatura presidencial de Flávio.

“O que aconteceu durante o processo do primeiro turno é que o PL lançou um candidato (Flávio Roscoe)”, disse. “Como lançou um candidato, o PL estava apoiando esse candidato. Mas, durante a campanha, eu sempre fiz campanha para o Flávio e vou continuar fazendo.”

Interpelado sobre as críticas ao coordenador de campanha de Flávio, Cleitinho confirmou o desentendimento e atribuiu a Marinho a resistência à sua participação nas atividades da campanha presidencial.

“Eu fiz (críticas) sim”, declarou. “O Rogério nunca quis me apoiar, isso é fato. Pergunta para ele. Se ele estivesse aqui, eu falaria isso na cara dele. Não foi nem o Flávio, foi sempre o Rogério. O Rogério nunca fez questão de eu estar no palco do Flávio. O Rogério não entende nada de Minas Gerais. Quem entende de Minas Gerais é quem mora em Minas Gerais.”

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, ao lado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha | Foto: Reprodução/YouTube

Apesar das críticas, o governador eleito reforçou que a prioridade agora é ampliar a votação de Flávio no Estado. Ele destacou a importância estratégica do eleitorado mineiro, disputado pelas duas campanhas presidenciais.

“O presidente Lula está mirando Minas Gerais para tentar reverter o voto”, sinalizou. “Eu acredito que o Flávio também está. Todos estão. Quem ganha em Minas, ganha no Brasil. E a gente vai ganhar.”

Para organizar a mobilização, Cleitinho pretende atuar ao lado do vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), na articulação com lideranças municipais. A estratégia inclui a realização de uma convenção com prefeitos e a ampliação das agendas em diferentes regiões de Minas, Estado que reúne 853 municípios.

“A gente quer fazer até uma convenção, uma agenda com os prefeitos, para poder intensificar também e rodar o Estado inteiro”, garantiu. “A gente tem ali o Vale do Jequitinhonha, o Norte de Minas, onde fomos muito bem votados, e vamos intensificar ali também, na Zona da Mata, em toda a região.”

https://www.youtube.com/watch?v=yLjWWzwVktA

Cleitinho defende votação do fim da escala 6x1

O governador eleito também se manifestou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Diferentemente de integrantes da oposição que criticam a votação da matéria antes do segundo turno, Cleitinho defendeu que o Congresso conclua a análise da proposta o mais rapidamente possível.

Ao ser indagado sobre divergências com Flávio Bolsonaro em relação à jornada de trabalho, o político mineiro afirmou que o apoio à candidatura presidencial não exige concordância em todas as pautas.

“Eu sou casado com minha esposa, sou apaixonado por ela e, de vez em quando, a gente também não concorda um com o outro”, exemplificou. “Então, acho que nem sempre a gente vai concordar.”

Cleitinho afirmou que a PEC já deveria ter sido analisada e manifestou o desejo de participar da votação enquanto ainda exerce o mandato de senador.

“Eu sou a favor de votar. Já tinha que ter votado, e espero estar como senador para ter o prazer de poder votar.”

Análise da PEC no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta semana a retomada da tramitação da proposta, depois de uma reunião com integrantes do governo Lula. A intenção é cumprir as etapas regimentais para permitir a votação em plenário antes do segundo turno, em 25 de outubro.

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Para Cleitinho, a proximidade do segundo turno presidencial não justifica um novo adiamento. O senador argumentou que o Congresso deveria estar concentrado na análise das propostas legislativas, em vez de permanecer paralisado durante a campanha.

“Não interfere, não”, alegou. “Gente, deixa eu falar uma coisa para vocês aqui: Deus me livre, a gente está de recesso. O Congresso sem produzir nada, enquanto a fonte de riqueza, que é o trabalhador e o empresário, está produzindo para manter o Congresso parado. Então, deveria já voltar.”

O governador eleito disse esperar que os senadores concluam os dois turnos de votação ainda antes da segunda etapa da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro. Caso isso não seja possível, defendeu que a matéria seja aprovada até o fim do ano.

“Espero que a gente vote o mais rápido possível os dois turnos, antes do segundo turno. E espero que vote este ano ainda para poder dar esse privilégio, porque o político está fazendo a escala 0 por 0. Está sem trabalhar, só está fazendo campanha, usando fundo eleitoral, que, graças a Deus, eu nem usei.”

A PEC prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, e a garantia de dois dias de descanso remunerado. Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado em dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada votação, antes de ser promulgado pelo Congresso.

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