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China pede para integrar consulta do Brasil contra tarifas dos EUA na OMC

China pede para integrar consulta do Brasil contra tarifas dos EUA na OMC

Brasil Estado | 11/08/2026 às 16:15 | há 2 meses | 2 min de leitura

A China pediu para participar das consultas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.

Pequim protocolou um documento na entidade e afirmou ter “interesse comercial substancial” na discussão. Pelas regras da OMC, Brasil e Estados Unidos precisam autorizar a participação de terceiros no procedimento.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva acionou a organização em 27 de julho para contestar as sobretaxas norte-americanas. O Brasil questiona uma tarifa de 25%, relacionada a uma investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas, e outra de 12,5%, vinculada a uma apuração sobre suposto uso de trabalho forçado.

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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) conduziu as duas investigações.

China questiona efeito das medidas

No documento enviado à OMC, Pequim afirma que as tarifas norte-americanas afetam suas exportações para os Estados Unidos e alteram as condições de concorrência dos produtos chineses no mercado norte-americano.

Os Estados Unidos aceitaram realizar as consultas solicitadas pelo Brasil, primeira etapa do processo de solução de controvérsias da OMC. Ainda não há data definida para os encontros.

As tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros começaram a valer no final de julho | Foto: Reprodução/Casa Branca

O governo brasileiro sustenta que as sobretaxas violam regras da organização e princípios do comércio internacional. Se as consultas não produzirem um acordo em até 60 dias, o Brasil poderá solicitar a abertura de um painel para analisar o caso.

A baixa expectativa de um resultado prático deve-se à paralisação do sistema de solução de disputas da OMC e à crise nas relações entre Brasília e Washington.

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O Brasil já havia levado aos organismos internacionais uma reclamação contra os Estados Unidos por outra rodada de tarifas. No ano passado, o governo contestou uma sobretaxa de 40% aplicada sob a justificativa de que Jair Bolsonaro era alvo de uma suposta “caça às bruxas”. A Suprema Corte norte-americana declarou as tarifas ilegais.

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