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Casas Bahia estuda recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões

Casas Bahia estuda recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões

Brasil Estado | 16/08/2026 às 19:45 | há 1 mês | 2 min de leitura

A Casas Bahia informou que avalia realizar uma nova renegociação de suas dívidas, que poderá incluir um pedido de recuperação extrajudicial ou judicial. A possibilidade foi comunicada neste domingo, 16, depois de a varejista divulgar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.

O resultado elevou o patrimônio líquido negativo da companhia para R$ 8,1 bilhões. A empresa acumula oito trimestres consecutivos de prejuízo e já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial em 2024 para reorganizar suas obrigações financeiras.

Casas Bahia: prejuízo tem forte impacto contábil

Apesar do valor bilionário, a maior parte da perda registrada no segundo trimestre não representou uma saída imediata de dinheiro do caixa. Cerca de R$ 9,1 bilhões do resultado negativo tiveram origem em efeitos contábeis não recorrentes. 

Mesmo desconsiderando esses fatores, porém, a companhia registrou prejuízo ajustado de R$ 978 milhões, acima dos R$ 555 milhões negativos do mesmo período de 2025.

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Entre os principais impactos está uma baixa de R$ 5,7 bilhões relacionada a impostos diferidos (que a empresa não paga ou não reconhece imediatamente). Também pesaram no balanço despesas associadas ao fechamento de lojas, reorganização de pessoal e revisão de contratos.

A deterioração financeira levou a uma redução significativa da operação. Entre quinta (13) e sexta-feira (14), a Casas Bahia encerrou 298 lojas, o equivalente a quase 29% de sua rede, e desligou aproximadamente 1,9 mil funcionários.

Vítima da crise econômica brasileira

A companhia afirma que está redesenhando sua estratégia para o varejo físico e digital, com maior preocupação com rentabilidade e geração de caixa. A receita líquida, contudo, cresceu 1,6% no segundo trimestre, para quase R$ 7 bilhões, enquanto as despesas com vendas avançaram 17%, chegando a R$ 1,8 bilhão.

A empresa atribui parte das dificuldades ao cenário econômico do país, marcado pelo custo elevado do crédito e pela redução da capacidade financeira dos consumidores. A Selic está em 14% ao ano, o que encarece o financiamento e dificulta a recuperação das vendas. Outro problema apontado pela companhia foi a redução dos limites de crédito concedidos por seguradoras aos fornecedores. 

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