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Carlos Bolsonaro afirma que ex-presidente acompanha situação do país mesmo sob prisão domiciliar

Carlos Bolsonaro afirma que ex-presidente acompanha situação do país mesmo sob prisão domiciliar

Brasil Estado | 04/07/2026 às 20:45 | há 3 meses | 2 min de leitura

O ex-vereador Carlos Bolsonaro relatou, em publicação nas redes sociais neste sábado, 4, sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Carlos disse que ele continua acompanhando os acontecimentos no país, apesar de estar impedido de acessar as redes sociais. "Ele está ciente de tudo o que se passa aqui fora", declarou.

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Na publicação, Carlos classificou a prisão domiciliar como uma "prisão política" e afirmou que a restrição às visitas visa a impedir que o ex-presidente mantenha contato com pessoas que possam transmitir suas opiniões. "É uma determinação extremamente incomum, mas o objetivo é óbvio: impedir que ele converse com pessoas que possam servir de voz fora do cárcere".

Carlos informou que permaneceu cerca de duas horas com o ex-presidente. O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina relatou que levou o pai para uma área externa da residência para que pudesse tomar banho de sol e se sentir mais próximo da praia e do público. "Ele vibrou", disse.

https://twitter.com/CarlosBolsonaro/status/2073449228374806652

Moraes renovou prisão domiciliar de Bolsonaro

A visita de Carlos ocorreu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), renovar a prisão domiciliar de Bolsonaro por mais 90 dias. A medida foi mantida com base no estado de saúde do ex-presidente, que se recupera de uma broncopneumonia.

A decisão seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República, que concluiu não haver elementos para considerar que Bolsonaro tenha cometido infração disciplinar capaz de justificar a mudança do regime de cumprimento da pena.

Na mesma decisão, Moraes revogou o porte de arma e o registro de CAC do ex-presidente, além de determinar a entrega, em até 48 horas, de todas as armas vinculadas a ele. A medida foi adotada depois de a defesa informar ao STF que Bolsonaro abriria mão do equipamento.

O caso começou depois que uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada no veículo de um de seus seguranças durante uma blitz, em 15 de junho. Em manifestação enviada ao STF, a Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que o ex-presidente possuía registro válido da arma e declarou não haver indícios de posse ilegal.

Leia também: “Um Judiciário fora da lei“, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 306 da Revista Oeste

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