O candidato do PT ao governo do Maranhão, Felipe Camarão, menciona 16 vezes o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino em seu plano de governo, que tem 70 páginas.
Atual vice-governador do Estado, Camarão rompeu politicamente com o governador Carlos Brandão (MDB) e disputa a sucessão estadual tendo Dino como uma de suas principais referências políticas.
Dino: gestão marcada por resultados negativos
Dino governou o Maranhão entre 2015 e 2022. No período, o Estado registrou alguns dos piores indicadores do país em áreas como segurança pública e saneamento básico. Apesar disso, Dino foi parar no Ministério da Justiça no governo Lula da Silva.
Posteriormente, o ex-governador assumiu uma cadeira no STF. Camarão se declara seu afilhado político e construiu sua trajetória no grupo liderado pelo atual ministro.
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No documento registrado na Justiça Eleitoral, Camarão utiliza os governos de Dino como referência para apresentar propostas para o Maranhão. O petista afirma que programas implantados durante aquela administração foram descontinuados e defende a retomada dessas iniciativas caso seja eleito.
A estratégia aproxima diretamente o candidato da imagem do ex-governador, que continua sendo uma figura de influência na política maranhense. A frequência das menções a Dino no programa também evidencia o peso político que o ministro mantém na campanha de seu antigo aliado.
Disputa com grupo de Brandão
A eleição maranhense coloca Camarão em confronto com o grupo do atual governador Carlos Brandão. Os dois chegaram a formar uma chapa conjunta, mas romperam posteriormente. Brandão foi vice-governador de Dino antes de assumir o comando do Estado e agora apoia Orleans Brandão, seu sobrinho, candidato do MDB ao governo.
Camarão tenta, portanto, apresentar-se como herdeiro político da gestão de Dino e, ao mesmo tempo, como alternativa ao grupo que atualmente controla o governo estadual. Seu plano de governo reforça essa narrativa ao propor a retomada de políticas que atribui à administração do atual ministro do STF.
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A estratégia de Camarão também busca mobilizar o legado dos dois mandatos de Dino no Maranhão, período em que o atual ministro consolidou sua liderança política no Estado. O candidato aposta na associação com esse período para disputar o eleitorado que se identifica com o grupo político formado pelo ex-governador.
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