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Bancos regionais de desenvolvimento sinalizam fim de metas de financiamento climático sob pressão dos EUA

Bancos regionais de desenvolvimento sinalizam fim de metas de financiamento climático sob pressão dos EUA

Brasil Estado | 14/09/2026 às 23:30 | há 1 mês | 2 min de leitura

A pressão do governo negacionista de Donald Trump sobre bancos multilaterais de desenvolvimento para acabar com as metas de financiamento climático deve reduzir ainda mais a oferta de recursos para mitigação e adaptação aos países em desenvolvimento. Segundo o Financial Times, em matéria traduzida pela Folha, duas instituições regionais — o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) — discutem seguir o exemplo do Banco Mundial e abandonar seus planos de financiamento climático.

Em junho, o Banco Mundial anunciou o fim de sua meta de destinar 45% dos recursos anuais emprestados a projetos com benefícios climáticos associados. A mudança foi impulsionada pelos EUA, o maior acionista da instituição, que argumentaram que políticas específicas de financiamento para ação climática gerariam “ineficiência” e “distorções” econômicas.

A ofensiva do “agente laranja” contra o financiamento climático internacional está agora mirando os bancos regionais, especialmente os que contam com contribuição financeira de Washington, como o BID. “É provável que todos os bancos multilaterais de desenvolvimento com grande participação acionária dos EUA abandonem suas metas”, afirmou um funcionário do setor de financiamento para o desenvolvimento.

O possível recuo do BID e do ADB coloca em xeque a meta global de financiamento climático, firmada em 2024 na COP29 (em Baku, Azerbaijão), de fornecer anualmente US$ 1,3 trilhão (R$ 6,7 trilhões) até 2035. O financiamento por bancos de desenvolvimento é parte crucial desse objetivo, e o abandono de políticas específicas para o clima por parte dessas instituições deve intensificar o mal-estar e a desconfiança dos países em desenvolvimento.

Um levantamento do Banco Europeu de Investimento (EIB) indicou que os bancos multilaterais de desenvolvimento destinaram US$ 103 bilhões (R$ 529,4 bilhões) a projetos de ação climática em países em desenvolvimento em 2025 — o valor total, considerando todos os países, atingiu um recorde de US$ 162,5 bilhões (R$ 835,2 bilhões). Nos últimos cinco anos, o financiamento climático de bancos de desenvolvimento para países de renda média e baixa dobrou.

Especialistas têm outra preocupação. O fim dos objetivos climáticos dos bancos multilaterais de desenvolvimento pode dar margem para que outras economias desenvolvidas, como o Reino Unido e a Alemanha, façam novos cortes em seus orçamentos para o financiamento climático.

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Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/09/14/pressao-dos-eua-faz-bancos-de-desenvolvimento-abandonarem-metas-de-financiamento-climatico/

Fonte: climainfo.org · Por Célia Mello

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