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Avianca cancela passagens de Gustavo Petro por causa de sanções impostas pelos EUA

Avianca cancela passagens de Gustavo Petro por causa de sanções impostas pelos EUA

Brasil Estado | 07/09/2026 às 19:45 | há 1 mês | 3 min de leitura

A companhia aérea Avianca cancelou as passagens que o ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro havia comprado para viajar de Bogotá à Cidade do México em 30 de agosto e retornar à capital colombiana em 2 de setembro.

Petro havia feito as reservas junto de dois acompanhantes, cujos bilhetes não foram cancelados. A empresa informou que tomou a decisão para cumprir sanções econômicas impostas ao ex-presidente colombiano pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

A auditoria interna da Avianca identificou as reservas durante uma verificação de rotina. A empresa informou que reembolsou o valor integral dos bilhetes.

Em nota enviada à imprensa colombiana, a Avianca informou que tratou o caso de forma privada. A companhia decidiu divulgar os fatos apenas depois de declarações públicas do próprio ex-presidente.

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A companhia explicou que não pode transportar passageiros sancionados porque opera voos em solo norte-americano, processa transações bancárias em dólares e utiliza tecnologias e ativos dos EUA.



O ex-presidente contestou a decisão e acusou a Avianca de promover “discriminação política”. Petro argumentou que as regras da Ofac não obrigam a companhia a impedi-lo de viajar, pois a empresa não seria uma pessoa jurídica dos EUA. Segundo o ex-presidente, a Avianca está vinculada a um grupo sediado no Reino Unido e, por isso, a aplicação das sanções norte-americanas ao caso deveria ser discutida também pelo Parlamento britânico.

A sanção dos EUA contra Petro

Em 24 de outubro de 2025, o governo dos EUA incluiu Petro na lista de sanções da Ofac. A medida também atingiu a mulher dele, Verónica Alcocer; o filho mais velho do ex-presidente, Nicolás Petro; e o então ministro do Interior, Armando Benedetti.

A inclusão na lista da Ofac isola o indivíduo do sistema financeiro global. O mecanismo congela contas bancárias, bens e propriedades sob jurisdição dos EUA. Além disso, a norma proíbe empresas e cidadãos norte-americanos de realizar negócios ou prestar serviços às pessoas bloqueadas.

O descumprimento das regras da Ofac pode resultar em multas e outras sanções para empresas sujeitas à jurisdição dos EUA. Companhias estrangeiras também podem ficar expostas às normas norte-americanas em determinadas operações, sobretudo quando há participação de pessoas ou empresas dos EUA ou uso do sistema financeiro do país.

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