A companhia aérea Avianca cancelou as passagens que o ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro havia comprado para viajar de Bogotá à Cidade do México em 30 de agosto e retornar à capital colombiana em 2 de setembro.
Petro havia feito as reservas junto de dois acompanhantes, cujos bilhetes não foram cancelados. A empresa informou que tomou a decisão para cumprir sanções econômicas impostas ao ex-presidente colombiano pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
A auditoria interna da Avianca identificou as reservas durante uma verificação de rotina. A empresa informou que reembolsou o valor integral dos bilhetes.
Em nota enviada à imprensa colombiana, a Avianca informou que tratou o caso de forma privada. A companhia decidiu divulgar os fatos apenas depois de declarações públicas do próprio ex-presidente.
Leia também: "Exército Brasileiro reconhece atuação das Farc no Amazonas e aumenta vigilância"
A companhia explicou que não pode transportar passageiros sancionados porque opera voos em solo norte-americano, processa transações bancárias em dólares e utiliza tecnologias e ativos dos EUA.
#Actualidad | Avianca informó que canceló los tiquetes del expresidente Gustavo Petro para viajar a México y le reembolsó el dinero, luego de identificar que su nombre figura en la lista de sanciones de la OFAC de Estados Unidos. La aerolínea asegura que, por sus operaciones y… pic.twitter.com/q22dktnOcO
— ÚltimaHoraCaracol (@UltimaHoraCR) September 4, 2026
O ex-presidente contestou a decisão e acusou a Avianca de promover “discriminação política”. Petro argumentou que as regras da Ofac não obrigam a companhia a impedi-lo de viajar, pois a empresa não seria uma pessoa jurídica dos EUA. Segundo o ex-presidente, a Avianca está vinculada a um grupo sediado no Reino Unido e, por isso, a aplicação das sanções norte-americanas ao caso deveria ser discutida também pelo Parlamento britânico.
A sanção dos EUA contra Petro
Em 24 de outubro de 2025, o governo dos EUA incluiu Petro na lista de sanções da Ofac. A medida também atingiu a mulher dele, Verónica Alcocer; o filho mais velho do ex-presidente, Nicolás Petro; e o então ministro do Interior, Armando Benedetti.
A inclusão na lista da Ofac isola o indivíduo do sistema financeiro global. O mecanismo congela contas bancárias, bens e propriedades sob jurisdição dos EUA. Além disso, a norma proíbe empresas e cidadãos norte-americanos de realizar negócios ou prestar serviços às pessoas bloqueadas.
O descumprimento das regras da Ofac pode resultar em multas e outras sanções para empresas sujeitas à jurisdição dos EUA. Companhias estrangeiras também podem ficar expostas às normas norte-americanas em determinadas operações, sobretudo quando há participação de pessoas ou empresas dos EUA ou uso do sistema financeiro do país.
+ Entenda notícias do Mundo em Oeste
O post Avianca cancela passagens de Gustavo Petro por causa de sanções impostas pelos EUA apareceu primeiro em Revista Oeste.