quarta-feira, 14 de outubro de 2026 Transmissão 24h
INÍCIO
Associação questiona proposta de limitar financiamento de captura de carbono pelo Fundo Clima

Associação questiona proposta de limitar financiamento de captura de carbono pelo Fundo Clima

Brasil Estado | 25/08/2026 às 00:01 | há 1 mês | 2 min de leitura

A CCS Brasil foi criada para desenvolver atividades de captura e armazenamento de carbono no Brasil e, assim, “fortalecer um futuro sustentável”, segundo a própria associação. Entre seus sócios estão as petrolíferas Petrobras, Eneva, TotalEnergies e Petronas – setor que tem grande interesse na tecnologia, por acreditar que seu desenvolvimento será uma “licença” para continuar produzindo e queimando combustíveis fósseis como se não houvesse mudanças climáticas.

Na semana passada, a pouco conhecida associação resolveu contestar as recomendações de integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da Presidência da República (CDESS), o Conselhão, para restringir o financiamento de projetos desse tipo com recursos do Fundo Clima. Em carta aberta, a CCS Brasil afirma que a política climática brasileira deve avaliar a redução efetiva de emissões proporcionada por cada empreendimento, em vez de excluir previamente tecnologias ou aplicações inteiras, informa a eixos.

A destinação de recursos do Fundo Clima para projetos sem inovação tecnológica nem estruturantes para a ação climática incomodou um grupo de 39 integrantes do Conselhão. Os conselheiros encaminharam uma carta ao Palácio do Planalto e ao BNDES com reclamações sobre decisões recentes de financiamento do fundo.

No documento, o grupo também pediu restrições a investimentos em tecnologias cujo custo e escala ainda não são viáveis, como a captura e o armazenamento de carbono (CCS e BECCS). Essa tecnologia, cuja viabilidade técnica também não foi comprovada, passou a constar entre as atividades passíveis de financiamento do Fundo Clima neste ano.

Os conselheiros pediram que o fundo não financie projetos de captura, uso e armazenamento de carbono associados à recuperação avançada de petróleo, conhecida pela sigla EOR, nem aplicações que prolonguem a vida útil de ativos fósseis. E ainda defenderam que o eventual apoio público à tecnologia seja restrito a setores de difícil descarbonização, como o cimento e a siderurgia, e condicionado à comprovação da redução de emissões.

Um dos principais pontos da carta-resposta da CCS Brasil é a crítica ao destaque dado, por membros do Conselhão, à utilização de CO2 na recuperação avançada de petróleo. Na avaliação da entidade, colocar o EOR no centro da discussão cria uma “falsa equivalência” entre essa aplicação específica e o conjunto de tecnologias de captura e armazenamento.

No início de agosto, o presidente Lula assinou um decreto regulando as atividades de CCS e CCUS (que incluem a utilização de carbono), previstas na Lei do Combustível do Futuro.

📰 Leia a reportagem completa
Este conteúdo é originalmente de climainfo.org. Para a reportagem completa, acesse:
https://climainfo.org.br/2026/08/24/associacao-contesta-proposta-de-limitacao-do-financiamento-a-captura-de-carbono-pelo-fundo-clima/

Fonte: climainfo.org · Por Célia Mello

Compartilhar: WhatsApp Twitter

Leia também