Depois de consultar seus diretórios estaduais, o Partido Progressistas (PP) decidiu adotar uma postura neutra na disputa presidencial e descartar a realização de uma convenção nacional este ano. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira, 31, pouco depois de o senador e pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL), informar sobre o possível aceite da senadora Tereza Cristina para compor a chapa como vice.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Segundo nota oficial do diretório nacional, “o PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidiu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional". "A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal”, afirmou a direção do partido.
Ver essa foto no Instagram
A definição de quem ocupará a posição de vice na chapa segue incerta. Flávio Bolsonaro deixou claro que a decisão sobre Tereza dependia do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e agora tem até a próxima quarta-feira, 5, para indicar um nome.
Há pouco, Flávio Bolsonaro confirmou que Tereza Cristina aceitou ser sua vice, mas faltava o acordo entre os partidos.
Bom, o partido dela disse ‘não’. https://t.co/nPaazzjKWo pic.twitter.com/D4m1P9QqMQ
— Sam Pancher (@SamPancher) July 31, 2026
Na quarta-feira 29, seis dos oito integrantes do alto escalão do PP votaram pela neutralidade. Internamente, integrantes da sigla demonstraram resistência à possível indicação de Tereza Cristina para a chapa de Flávio Bolsonaro.
O principal fator para a manutenção da neutralidade envolve a relação da sigla com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é de que essa postura favorece a reeleição de Ciro Nogueira (PP-PI) e evita obstáculos para o partido em Estados considerados estratégicos.
Leia também: "Lula quebrou o Brasil", reportagem de Raphaela Ribas publicada na Edição 332 da Revista Oeste
O post PP opta por neutralidade depois de Flávio indicar acerto com Tereza apareceu primeiro em Revista Oeste.