Alunos de escolas rurais do Espírito Santo estariam sendo incentivados a participar de atividades que exaltam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Os casos foram denunciados pelo deputado estadual Lucas Polese (PL-ES).
Publicações feitas pelo próprio Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes) mostram alunos e professores participando de eventos com bandeiras do MST e de outros movimentos ligados à esquerda, além de cursos de formação para educadores que abordam temas como "luta de classes", "pedagogia da alternância" e educação do campo.
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Em uma das atividades, o material do curso cita como tema de debate "as mediações da pedagogia da alternância e a práxis docente no contexto da luta de classes".
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Documentos oficiais do governo do Espírito Santo e registros obtidos pela reportagem mostram que escolas do campo ligadas ao Mepes adotam diretrizes inspiradas na chamada "Pedagogia do Movimento", desenvolvida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de promover atividades com símbolos e bandeiras da organização.
Pais de alunos afirmam que estudantes são incentivados a participar dessas ações e relatam constrangimento para quem se recusa.
A Resolução CEE-ES nº 9.096/2025, publicada pelo Conselho Estadual de Educação, determina que as escolas de assentamentos da reforma agrária se vinculem à "Pedagogia do Movimento".
O documento define a metodologia como a concepção educacional construída pelo MST e estabelece que equipes pedagógicas das redes estadual e municipais devem adotá-la na elaboração dos projetos político-pedagógicos.
Em material cedido à reportagem de Oeste, pais de alunos relatam que os filhos são orientados a realizar trabalhos sobre o MST, participar de palestras promovidas pelo movimento e portar suas bandeiras em eventos escolares.
Um dos relatos afirma que alunos se recusaram a levantar a bandeira do MST durante uma atividade. Outro sustenta que situações semelhantes ocorrem em diferentes escolas rurais do Estado.
As denúncias também apontam que estudantes evitam contestar essas atividades por receio de represálias e criticam a qualidade do ensino oferecido nas unidades.
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