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Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, foi relator da CPMI do INSS que pediu indiciamento de Lulinha

Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, foi relator da CPMI do INSS que pediu indiciamento de Lulinha

Brasil Estado | 05/08/2026 às 12:45 | há 2 meses | 3 min de leitura

O agora candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), foi relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que pediu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O relatório final de Gaspar, concluído em 27 de março com 4,4 mil páginas, acusou Lulinha pelos crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, organização criminosa e participação em corrupção passiva. O parecer também pedia a prisão preventiva do filho do presidente Lula, com base em "indícios concretos de evasão do distrito da culpa".

https://www.youtube.com/watch?v=ST46SIFT-18

No documento, Gaspar afirmou que Lulinha atuou como "beneficiário e facilitador" do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", a quem o relator aponta como coordenador da organização criminosa. O parlamentar afirma que a lobista Roberta Luchsinger intermediou a relação entre os dois. O relator sustentou que Antunes efetuava pagamentos periódicos de cerca de R$ 300 mil a Lulinha por meio da empresa de Roberta Luchsinger, com base em contratos cujas partes não comprovaram a execução real.

Gaspar citou viagens e acesso a órgãos do governo

Gaspar sinalizou que Lulinha usou sua condição de filho do presidente para obter vantagens. Segundo ele, isso facilitou o acesso do grupo ao Ministério da Saúde e à Anvisa. O relator também citou três voos em comum do empresário com Antunes e Luchsinger em 2024. As viagens tinham Lisboa como destino.

"Esses deslocamentos internacionais foram reiterados e em primeira classe", afirmou o relator. "Eles ocorreram em datas coincidentes e organizados por alguém ligado à lavagem bilionária de capitais", completou. Por isso, ele descartou a hipótese de encontros fortuitos.

https://www.youtube.com/watch?v=uPXuGDqR2es

O relator inseriu o nome de Lulinha no contexto da chamada "Rede ARPAR". O parecer descreve essa estrutura como a principal rede de lavagem de capitais do esquema.

O documento destaca a atuação de João Muniz Leite. Ele atuava como contador de uma das principais operadoras de propina da rede. O profissional já teria trabalhado como contador associado a Lulinha.

Relatório foi derrotado na CPMI

A comissão derrotou o relatório de Gaspar depois que o governo e partidos do Centrão articularam maioria contra o parecer. Por 19 votos contrários e 12 a favor, os parlamentares rejeitaram o texto final. A base governista apresentou um relatório paralelo, que o colegiado também rejeitou.

Leia mais: "Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha”

Flávio escolheu Gaspar como vice no último dia do prazo das convenções partidárias. Os eleitores elegeram o deputado em 2022 pelo União Brasil. Neste ano, ele filiou-se ao PL e assumiu o comando estadual da legenda em Alagoas.

Antes de entrar para a política, ele atuou por 24 anos no Ministério Público de Alagoas. No órgão, exerceu a função de promotor de Justiça. Com o tempo, chegou ao cargo de procurador-geral de Justiça. Ele também foi secretário de Segurança Pública do estado.

Leia mais: "Flávio anuncia Alfredo Gaspar como seu vice”

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