O Agroleite 2026 encerrou a 26ª edição na última sexta-feira, 7, com recorde de público e mais de 400 expositores reunidos em Castro, no Paraná. Promovido pela Cooperativa Castrolanda, o evento ocupou durante cinco dias o Parque Tecnológico Agroleite com uma programação voltada à produção leiteira, tecnologia, genética, gestão e inovação.
A feira começou na segunda-feira 3 e marcou a retomada do formato de cinco dias. As três edições anteriores, de 2023 a 2025, haviam sido realizadas em quatro. A organização define o Agroleite como a “vitrine da tecnologia da cadeia do leite da América Latina”.
O crescimento ocorre depois de um resultado expressivo em 2025. Naquele ano, o Agroleite movimentou R$ 969 milhões em negócios. O balanço financeiro consolidado da edição de 2026 ainda não havia sido divulgado pela organização até a publicação desta reportagem.
A infraestrutura que recebe o evento também passa por expansão. A Castrolanda anunciou neste ano cerca de R$ 11 milhões em novos aportes no Parque Tecnológico Agroleite. Os recursos contemplam, entre outros projetos, a construção de espaços para empresas parceiras e a ampliação da Arena Conexão, destinada a palestras, fóruns e painéis técnicos. O parque já contava com 56 empresas instaladas antes das novas construções. O objetivo é fazer com que a estrutura tenha atividade além dos dias de feira.
“O parque começou com o evento, mas acabou ganhando uma vida própria”, afirmou Seung Lee, diretor-executivo da Castrolanda, ao apresentar os investimentos.
Tecnologia dentro e fora do parque
A programação do Agroleite procurou aproximar as tecnologias apresentadas pelos expositores da rotina das propriedades rurais. Uma das iniciativas foi a Rota do Leite, que levou grupos de visitantes a dez propriedades de cooperados da Castrolanda na região de Castro.
Os sistemas encontrados nessas fazendas mostram diferentes níveis de escala e automação. A Chácara Drentina, por exemplo, tem produção diária de 6 mil litros. Na outra ponta, a Agropecuária Arkafla chega a 64 mil litros por dia e utiliza sistema de confinamento Free Stall e ordenha em carrossel. Já a Genética ARM foi apresentada pela organização como a primeira propriedade da América Latina a utilizar ordenha robotizada.
O contato com novas tecnologias também ocorreu dentro do parque. A Trilha do Leite reproduziu uma minifazenda para apresentar ao público as diferentes etapas da produção, desde a criação das bezerras até a industrialização e a chegada do leite ao consumidor. A atividade foi direcionada a produtores, estudantes, crianças, famílias e demais visitantes.
A agenda oficial incluiu ainda torneio leiteiro, atividades sobre genética e manejo, dinâmica de máquinas, palestras e debates técnicos. A programação ocorreu em diferentes áreas do parque, como Arena Agroleite, Arena Conexão e Pavilhão Agroleite.
Estrutura permanente para a cadeia do leite
A expansão do Parque Tecnológico ajuda a mostrar uma mudança no próprio perfil do Agroleite. O espaço não funciona apenas como endereço de uma feira anual. A Castrolanda pretende consolidá-lo como ponto permanente de encontro entre produtores, empresas, universidades, centros de pesquisa e negócios ligados à pecuária leiteira.
O parque é credenciado no Sistema Estadual de Parques Tecnológicos do Paraná (Separtec). Segundo a cooperativa, o projeto busca criar um ambiente para desenvolvimento e aplicação de soluções voltadas à cadeia produtiva.
A dimensão alcançada pela edição de 2026 reforçou esse movimento. O evento terminou com mais de 400 empresas expositoras e recorde de visitantes, segundo o balanço divulgado no encerramento.
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