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A trajetória de Hugo Motta, o deputado mais jovem a presidir a Câmara

A trajetória de Hugo Motta, o deputado mais jovem a presidir a Câmara

Brasil Estado | 13/07/2026 às 13:45 | há 3 meses | 2 min de leitura

Em 2009, Hugo Motta percorria as ruas de Patos, no sertão paraibano, em busca de votos. Tinha 20 anos. Pouco mais de 15 anos depois, tornou-se o deputado mais jovem a assumir a presidência da Câmara.

Eleito para o primeiro mandato em 2010, Motta cresceu politicamente sob a proteção de nomes centrais do Congresso. Aproximou-se de Eduardo Cunha, presidiu a CPI da Petrobras e, depois da queda do antigo aliado, reposicionou-se ao lado de Rodrigo Maia e Arthur Lira.

Em fevereiro de 2025, chegou ao comando da Câmara com 444 votos, o segundo maior resultado para o cargo desde o início da série histórica, em 1971.

O patrimônio de Hugo Motta

A ascensão, contudo, veio acompanhada de dúvidas sobre patrimônio e negócios da família. Na eleição de 2022, Motta declarou bens de R$ 1,1 milhão. No mesmo período, uma empresa em nome da mulher e dos filhos comprou R$ 5,8 milhões em imóveis, incluindo um terreno no Lago Sul, em Brasília, e uma fazenda de 287 hectares na Paraíba.

A família Motta Wanderley exerce influência política no interior paraibano há mais de 70 anos. Avós, pai, padrasto e outros parentes ocuparam cargos de prefeito e deputado. Parte deles também apareceu em investigações, processos e operações policiais, embora alguns casos tenham terminado em absolvição ou arquivamento.

https://www.youtube.com/watch?v=k_Vh1YmWQDs

À frente da Câmara, Motta passou a controlar uma das posições mais estratégicas de Brasília: a definição da pauta. Reportagem publicada na Edição 330 da Revista Oeste mostra como o presidente da Casa Baixa usa essa prerrogativa para negociar com governo e oposição, enquanto busca fortalecer o projeto eleitoral do pai, Nabor Wanderley, ao Senado.

Outro ponto ainda sob apuração envolve a relação de Motta com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens encontradas pela Polícia Federal mostram pedidos do deputado ligados a um empréstimo de R$ 22 milhões para uma empresa de sua cunhada. Motta nega irregularidades.

O prefeito de Patos, Nabor Wanderley Filho, acabou condenado por improbidade | Foto: Divulgação/Republicanos

Na Edição 330 da Revista Oeste, a reportagem reconstitui a trajetória política de Hugo Motta, investiga a expansão patrimonial de seu núcleo familiar e mostra como o presidente da Câmara transformou alianças, controle de pauta e relações empresariais em instrumentos de poder. Assine já.

O post Os bastidores da ascensão de Hugo Motta apareceu primeiro em Revista Oeste.

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